RUAS CURIOSAS

Nomes estranhos são comuns no Brasil, talvez também seja em outras partes do mundo, e a estranheza vai dos nomes de pessoas aos de lugares. Toponímia é a área das ciências que estuda a origem dos nomes dos lugares. Na cidade de São Paulo encontram-se os nomes de ruas mais variados: nomes próprios; termos relacionados a artes plásticas, astronomia, botânica, cinema, folclore, geografia, história, música, zoologia e palavras indígenas, entre outros. Atualmente é possível saber o significado dos nomes dos logradouros da metrópole, o Arquivo Histórico Municipal Washington Luis é o órgão responsável pela guarda permanente, conservação, organização e disponibilização dos documentos produzidos pela administração pública municipal que são considerados de valor histórico, entre eles tem-se o Cadastro dos Logradouros Públicos da Cidade de São Paulo. Recife, capital do estado de Pernambuco, é outra localidade que possui logradouros com nomes bem curiosos, as placas da cidade são povoadas por nomes de cantores, compositores e adjetivos. Minas Gerais, Espírito Santo e outros estados do país também possuem ruas e avenidas com nomes curiosos e significados surpreendentes de acordo com a história local. Seguem abaixo alguns destes logradouros. Fonte: http://www.dicionarioderuas.com.br



Ruas curiosas de Minas Gerais

Rua dos Carpinteiros; Rua das Mercês; Rua do Fogo; Rua Bias Fortes; Rua Brejo Alegre; Rua das Artes; Rua da Lajinha; Rua Serradinho do Rosário; Beco do Romão; Beco do Romão; Rua do Sabiá; Beco do Honorato; Rua da Concórdia; Beco dos Aflitos; Beco dos Padres; Rua Água Vermelha; Rua Alto do Picolé; Rua do Alecrim; Rua das Flores e Rua do Sabão.

Ruas curiosas de Recife-PE

Rua Agulha; Rua Bem Posta; Rua do Banho; Rua Bom Gosto; Rua do Cotovelo; Rua Grosélia; Rua Malmequer; Travessa dos Martírios; Rua Queira-Deus; Rua Sete Pecados; Rua Só Nós Dois; Travessa do Supapo; Beco dos Três Cacetes; Rua do Narizinho; Rua Lima Duarte; Rua Deus-te-Guarde; Rua do Despacho; Rua Delícia; Rua Galo de Campina; Rua Chorão; Rua da Democracia; Rua Cantora Clara Nunes, na Torre; Av. Poeta Vinícius de Morais; Rua Carlos Gomes; Rua Beethoven; Rua do Afeto; Rua da Compreensão; Rua da Recuperação; Rua da Regeneração; Rua da Sinceridade; Rua da Solidariedade; Rua da Carícia; Rua da Coragem; Rua da Saudade; Rua Vencedora; Rua dos Casados; Rua dos Caducos.

Avenida Rio Branco (Recife-PE)

Tem 24 metros de largura, era chamada de Avenida Central e sua abertura levou à demolição da Igreja do Corpo Santo.

Rua da Cadeia (Recife-PE)

Abriga a Drogaria e Farmácia Conceição, considerada a mais antiga do Brasil.

Avenida da Aclimação (São Paulo-SP)

Aclimação era a denominação dada a um parque formado pelo Dr. Carlos Botelho e destinado a estudos de zootecnia. No local, foram feitas inúmeras exposições de gado, aclimados em São Paulo.

Rua Anchieta (São Paulo-SP)

Ao completar 300 anos da morte do Padre Anchieta, a Câmara Municipal alterou a denominação da Rua do Pátio do Colégio para "Rua Anchieta". Padre José de Anchieta viajou para o Brasil em 1553 na esquadra do Governador Geral Duarte da Costa. Em 1554, junto com outros jesuítas, subiu a Serra do Mar e fundou o Colégio de Piratininga, cuja primeira missa foi realizada no dia 25/01/1554 (data da fundação de São Paulo). Compôs uma gramática da língua Tupi e traduziu o catecismo para essa língua. Além de educador, fundou em São Paulo os aldeamentos de Ibirapuera, Pinheiros, Carapicuíba e Itaquaquecetuba. Desenvolveu também inúmeros trabalhos no litoral de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Pernambuco e Espírito Santo.

Rua Anita Garibaldi (São Paulo-SP)

Localizado no bairro da Sé em São Paulo, este logradouro já teve as seguintes denominações: “Rua Detrás da Cadeia” (Século XVIII) e “Rua do Trem” (a partir de 1865). Em 1907, recebeu oficialmente o nome de “Anita Garibaldi” em homenagem à heroína Ana de Jesus Ribeiro da Silva, nascida em Morrinhos (SC) no ano de 1821 e falecida na Itália em 1849. Participou, ao lado de Giuseppe Garibaldi, da Guerra dos Farrapos (RS), da luta contra o ditador argentino Rosas no Uruguai e da campanha pela unificação da Itália.

Rua do Pátio do Colégio (São Paulo-SP)

Local onde a cidade de São Paulo foi fundada no dia 25/01/1554, ali os Jesuítas construíram sua igreja e um colégio para catequizar os índios. Primeiro local a ser ocupado pelos colonizadores, o Pátio é o mais antigo logradouro. Além de ter abrigado a primeira construção da cidade, serviu também como primeiro cemitério. Ali foi erigido o primeiro teatro da cidade, a "Casa da Ópera", onde D. Pedro I foi homenageado logo após ter proclamado a Independência no dia 07 de Setembro de 1822.

Rua dos Estudantes (São Paulo-SP)

O nome faz referência às antigas e afamadas Repúblicas de Estudantes existentes não só nessa rua, como em quase todo o bairro da Liberdade. Um dos moradores mais ilustres da rua foi o poeta ultra-romântico Álvares de Azevedo (1831-1852), que viveu ali durante os quatro anos em que estudou Direito na faculdade do Largo São Francisco.

Rua do Lavapés (São Paulo-SP)

Denominação de origem popular, lembra o hábito antigo das pessoas que entravam na cidade de São Paulo pela baixada da Glória de lavar os pés no córrego lá existente. Esse córrego era como que a divisa natural entre a cidade propriamente dita e a zona rural.

Rua dos Trilhos (São Paulo-SP)

Nome de origem popular que aparece pela primeira vez em mapas no ano de 1914. Este nome tem sua explicação baseado no fato de que esta rua teve sua origem no leito de um antigo ramal da Estrada de Ferro Santos/Jundiaí, que levava ao antigo Hipódromo existente na região.

Viaduto do Chá (São Paulo-SP)

Essa denominação lembra o cultivo do chá em São Paulo e, principalmente, o morro do Chá, situado em terrenos onde se encontram o Teatro Municipal e prédios adjacentes. Inaugurado esse primitivo viaduto do Chá, cobravam-se três vinténs de pedágio para quem desejasse atravessá-lo. Havia no centro um grande portão que se fechava à noite. A cidade era pacata, pois ninguém queria trafegar depois das dez horas por ali. O nome de viaduto do chá provém da existência, no vale do Anhangabaú, de uma plantação de chá, na vasta chácara do barão de Itapetininga. Esse primeiro viaduto durou até 1936. Com o crescimento da cidade, o intenso tráfego de bondes e automóveis, a velha estrutura já não atendia ao que dela se solicitava. A atual construção do viaduto do chá é feita em concreto armado, com 110 metros de comprimento por 25 de largura.

Rua da Várzea (Vitória-ES)

Atualmente denomina-se Rua Professor Baltazar. Baltazar foi professor de música, e residiu ali quando ainda denominava-se Rua da Várzea.

Rua do Fogo ou Caramuru (Vitória-ES)

Era conhecida por Ladeira do Quebra-Bunda, pois com leito em pedra, muito íngreme e sempre molhada por infiltrações, a rua era bastante escorregadiça. Recebeu o nome de Caramuru, não em homenagem a Diogo Álvares Corrêa, o chamado Caramboró ou Caramuru — filho do fogo, amigo do trovão — mas como alusão aos caramurus, assim apelidados os devotos de São Benedito, então com irmandade no Convento de São Francisco.

Rua do Piolho (Vitória-ES)

Era paupérrima, moradia de escravos forros e, mais tarde, de marafonas. Atualmente Rua 13 de Maio.

Rua do Reguinho (Vitória-ES)

Era formada pelos fundos de grandes e tradicionais chácaras: do Vintém, do Nascimento e Mulundu. Atualmente denominada Rua Sete de Setembro.

Rua do Rosário (Vitória-ES)

Abriga a Igreja do Rosário dos Pretos, edificada em 1765, por determinação do primeiro bispado da Bahia, é uma construção tombada pelo Patrimônio Histórico e é dela que sai todos os anos a procissão de São Benedito, a mais importante, antiga e tradicional da ilha. Além disso, a Igreja do Rosário dos Pretos possui um precioso acervo de arte sacra, que vai compor o museu de arte Sacra de São Benedito do Rosário.